Make your own free website on Tripod.com








Sobre o meu clube
Título da nova página













Home

A crise dos Anos 60 e o PAEG | Ensaio sobre a Economia Brasileira | A imprensa e a opinião pública | Estrutura Funcional do Mercosul | Pólitica Fiscal e Aduaneira | Título da nova página | Título da nova página | Título da nova página | Título da nova página | FMI | O IMIGRANTE E A PEQUENA PROPRIEDADE | Incorporação do Rio Grande do Sul | Título da nova página | Locke | O Paradigma Realista | Sistema Internacional | OS DILEMAS DA SOBERANIA | Título da nova página





EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO
















1. Introdução
Existe consenso de que a Teoria Econômica iniciou-se quando foi publicada a obra de Adam Smith A Riqueza das Nações, em 1776. Em períodos anteriores, a atividade econômica deveria se orientar de acordo com alguns princípios gerais de ética, justiça e igualdade.

2. Precursores da teoria econômica

2.1. Antigüidade
Na Grécia Antiga, as primeiras referências conhecidas de Economia aparecem no trabalho de Aristóteles, que aparentemente foi quem cunhou o termo Economia (oikosnomos).
Roma não deixou nenhum escrito notável na área da economia.

2.2. Mercantilismo
A partir do séc. XVI observa-se o nascimento da primeira escola econômica: o mercantilismo. Ele tinha algumas preocupações explícitas sobre a acumulação de riquezas de uma nação. Continha alguns princípios de como fomentar o comércio exterior e entesourar riquezas. O acúmulo de metais adquire grande importância.
O mercantilismo considerava também que o governo de um país seria mais forte e poderoso quanto maior fosse seu estoque de metais preciosos.

2.3. Fisiocracia
Os fisiocracias sustentavam que a terra era a única fonte de riqueza e que havia uma ordem natural que fazia com que o universo fosse regido por leis naturais, absolutas, imutáveis e universais. O trabalho de maior destaque foi o do Dr. François Quesnay, autor da obra Tableau Économique. Este foi aperfeiçoado e transformou-se no sistema de circulação monetária de input-output criado no séc. XX pelo economista russo Wassily Leontief.
Na verdade, a fisiocracia surgiu como oposição ao mercantilismo. Ela sugeria que era desnecessária a regulamentação governamental. A função do soberano era servir de intermediário para que as leis da natureza fossem cumpridas. Para eles a riqueza consistia em bens produzidos com a ajuda da natureza, em atividades econômicas como a lavoura, a pesca e a mineração.

2.4. Os Clássicos

Adam Smith
É considerado como o precursor da Teoria Econômica. Smith acreditava que se se deixasse atuar a livre concorrência, uma mão invisível levaria a sociedade à perfeição. A defesa do mercado como regulador das decisões econômicas de uma nação traria muitos benefícios para a coletividade, independente da ação do Estado. É o princípio do liberalismo.
Considerava que a causa da riqueza das nações é o trabalho humano, e que um dos fatores decisivos para aumentar a produção é a divisão do trabalho.
A produtividade decorre da divisão do trabalho, e esta, por sua vez, decorre da tendência inata da troca, que, finalmente, é estimulada pela ampliação dos mercados. Assim, é necessário ampliar os mercados e as iniciativas privadas para que a produtividade e a riqueza sejam incrementadas.

David Ricardo
Aprimora a tese de que todos os custos se deduzem a custos do trabalho e mostra como a acumulação de capital, acompanhada de aumentos populacionais, provoca uma elevação da renda da terra.
Ricardo discute a renda auferida pelos proprietários de terras mais férteis. A renda da terra é determinada pela produtividade das terras mais pobres.
Os estudos de Ricardo deram origem a duas correntes antagônicas: a neoclássica e a marxista.

John Stuart Mill
John Stuart Mill foi o sintetizador do pensamento clássico.

Jean Baptiste Say
Subordinou o problema das trocas de mercadorias a sua produção e popularizou a chamada Lei de Say. A oferta cria sua própria procura.

Thomas Malthus
Foi o primeiro economista a sistematizar uma teoria geral sobre a população. Deu apoio à teoria dos salários de subsistência.
Para Malthus, a causa de todos os males da sociedade residia no excesso populacional.

A partir da contribuição dos economistas clássicos, a Economia passa a formar um corpo teórico próprio e a desenvolver um instrumental de análise específico para as questões econômicas.

3. Teoria Neoclássica
No período neoclássico privilegiam-se os aspectos microeconômicos da teoria.
Os neoclássicos sedimentaram o raciocínio matemático explícito inaugurado por Ricardo, procurando isolar os fatos econômicos de outros aspectos da realidade social.

Alfred Marshall
O grande nome desse período foi Alfred Marshall. Nesse período, a formalização da análise econômica evoluiu muito. Há a formação da chamada Teoria Marginalista.
Apesar de questões microeconômicas ocuparem o centro das atenções, houve uma produção rica em outros aspectos da Teoria Econômica. Deve-se destacar também a análise monetária, com a criação da Teoria Quantitativa da Moeda.

4. A Era Keynesiana
Iniciou-se com a publicação da Teoria geral do emprego, dos juros e da moeda, de John Maynard Keynes.
Para entender o impacto da obra de Keynes é necessário considerar a época. A economia mundial atravessava uma crise que ficou conhecida como a Grande Depressão.
A Teoria Geral consegue mostrar que a combinação das políticas econômicas adotadas até então não funcionava adequadamente, e aponta para soluções que poderiam tirar o mundo da recessão. Um dos principais fatores responsáveis pelo volume do emprego é explicado pelo nível da produção nacional de uma economia, que por sua vez é determinado pela demanda agregada ou efetiva.
Nos anos seguintes houve um desenvolvimento expressivo da Teoria Econômica. O debate sobre aspectos do trabalho de Keynes dura até hoje, destacando-se tr6es grupos: os monetaristas, os fiscalistas e os pós-keynesianos.
Os monetaristas têm como economista de maior destaque Milton Friedman. De maneira geral, privilegiam o controle da moeda um baixo grau de intervenção do Estado.
Os fiscalistas têm seus maiores expoentes em James Tobin e Paul Anthony Samuelson. De maneira geral recomendam o uso de políticas fiscais ativas e um acentuado grau de intervenção do Estado.
Ao grupo dos pós-keynesianos pode-se associar a economista Joan Robinson. Eles enfatizam o papel da especulação financeira e defendem um papel ativo do Estado na condução da atividade econômica.

5. O período recente
A Teoria Econômica vem apresentando algumas transformações, principalmente a partir dos anos 70. Três características marcam esse período. Primeiro, existe uma consciência maior das limitação e possibilidades de aplicações da Teoria. O segundo diz respeito ao avanço no conteúdo empírico da economia. Finalmente, observa-se uma consolidação das contribuições dos períodos anteriores.
O desenvolvimento da informática permitiu um processamento de informações em volume e precisão sem antecedentes.
A Teoria Econômica caminha em muitas direções.

6. Os críticos
Dastacam-se os marxistas e os institucionalistas. Em ambas as escolas, critica-se a abordagem pragmática da Ciência Econômica e propõe-se um enfoque analítico.
Os marxistas têm como pilar de seu trabalho a obra de Karl Marx. O marxismo desenvolve uma Teoria do Valor-Trabalho. A apropriação do excedente produtivo pode explicar o processo de acumulação e a evolução das relações entre as classes sociais. Marx acreditava no trabalho como determinante do valor.
Os institucionalistas, que têm como grandes expoentes os americanos Thornstein Veblen e John Keneth Galbraight, dirigem suas críticas ao alto grau de abstração da Teoria Econômica, e ao fato de ela não incorporar em sua análise as instituições sociais.
Eles consideram que as decisões econômicas das pessoas refletem muito mais as influências das instituições dominantes e do desenvolvimento tecnológico.
















Insira o conteúdo de apoio aqui