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FMI
















As funções atribuídas ao FMI, segundo o seu convênio constitutivo, foram as seguintes:
¾ promover a cooperação monetária internacional;
¾ facilitar a expansão e o crescimento equilibrado do comércio internacional;
¾ promover a estabilidade do câmbio, assegurar que as relações cambiais entre os membros sejam ordenadas e evitar as depreciações com fins de concorrência;
¾ ajudar a estabelecer um sistema multilateral de pagamento para as operações em conta corrente efetuadas entre os países e eliminar as restrições cambiais que dificultam o crescimento do comércio mundial;
¾ inspirar confiança aos países membros ao colocar à sua disposição os recursos do Fundo em condições que os protejam;
¾ de acordo com o item anterior, reduzir a duração e a intensidade do desequilíbrio das balanças de pagamentos nacionais.
Os três aspectos principais que resumem o caráter do FMI são:
1) o estabelecimento de um padrão ouro-dólar;
2) a aplicação de um código de políticas e mecanismos de ajuste das balanças de pagamentos;
3) a criação de um fundo financeiro de apoio a esses processos de ajuste.
As condições de partida para o desenvolvimento do FMI não foram muito propícias, a tal ponto que se poderia afirmar que praticamente não funcionou nos seus dez primeiros anos de vida.
O Fundo contribuiu para institucionalizar o papel hegemônico da moeda norte-americana. Foi a expansão do financiamento norte-americano que lhe imprimiu vigor como instrumento de pagamento internacional.
Foi na América Latina que as condições do FMI se tornaram mais ostensivas e rígidas.
Com a convertibilidade das moedas dos países desenvolvidos e os processos de estabilização em curso na América Latina, o FMI conseguiu funcionar mais de acordo como os seus princípios e interesses constitutivos, no começo da década de 60.
O surgimento do poderoso e influente Grupo dos Dez constituiu um fenômeno demonstrativo dos limites que o FMI apresentava como foro de resolução de certos problemas monetários internacionais. Esse fenômeno não ocasionou uma diminuição importante da hegemonia norte-americana no FMI, mas colocou em evidência um certo enfraquecimento da posição daquele país, e, consequentemente, uma atenuação da presença do FMI no desenvolvimento de acontecimentos que caíam em sua órbita de atuação.
Concretamente, ficou comprovado que os EUA não podiam atingir isoladamente o objetivo de manter o preço do ouro, nem menos ainda podiam fazê-lo através da simples mediação do FMI. Com o fim de dotarem o Fundo de maiores recursos, materializaram-se convênios, os Acertos Gerais para obtenção de Empréstimos, que permitiram injetar-lhe 6 bilhões de dólares adicionais mediante contribuições em diferentes moedas dos países desenvolvidos.
Até 1969, essa situação de instabilidade do sistema monetário internacional não imprimiu, todavia, mudanças substanciais nos seus lineamentos originais. Nem o padrão monetário, apesar da posição francesa e de vários projetos cogitados nesse sentido, sofreu modificações, nem as políticas cambiais e de convertibilidade fixa foram alteradas em sua concepção.
















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