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Incorporação do Rio Grande do Sul
Estabelecimento da Pecuária
















A região sul somente entrará para a história política e administrativa do Brasil em fins do séc. XVII; mas economicamente só começará a contar na segunda metade do séc. XVIII. Antes disso é somente um território disputados por espanhóis e portugueses. Tratava-se de uma área deserta e que parecia sem grande interesse. Apenas após a Restauração portuguesa, o rei se preocupou em fixar as fronteiras de sua colônia.
A base econômica da colonização do extremo-sul será a pecuária. Os campos imensos que o constituem, com uma vegetação herbosa que dá boa forragem, lhe são altamente favoráveis. O gado aí irá se multiplicar rapidamente, mesmo sem trato e cuidados especiais. A agricultura somente irá se estabelecer em alguns pequenos setores próximos ao litoral.
Constitui-se, por vários motivos, nos pontos assinalados, um tipo de organização singular entre nós. A propriedade fundiária é muito subdividida, o trabalho escravo é raro, a população é etnicamente homogênea. O que se encontrará neste setor meridional será as grandes fazendas de gado, as estâncias.
Graças às excelentes condições naturais, o gado vacum se multiplicou muito rapidamente. Nos primeiros anos do séc. XIX estabelecem-se as primeiras estâncias regulares. Distribuem-se propriedades a granel: queria-se consolidar a posse portuguesa garantida até então unicamente pelas armas.
O principal negócio foi a princípio a produção de couros, que se exportam em grande quantidade. A carne era desprezada, pois não havia quem a consumisse; a parca população local e o pequeno mercado de Santa Catarina não davam conta dos imensos rebanhos. Abatiam-se as reses para tirar-lhes o couro e o resto era abandonado.
Aos poucos foi-se organizando o caos. É quando surge a indústria do charque (carne-seca). O seu aparecimento coincide com o da decadência da pecuária no Nordeste.
As charqueadas encontram-se num ponto ideal: nas proximidades ao mesmo tempo dos grandes centros criatórios e do porto para o comércio exterior da capitania.
A pecuária rio-grandense não se apresenta em nível técnico muito superior a do Nordeste. O que as diferencia são as condições naturais.
As estâncias são muito grandes. O pessoal compõe-se de capataz e dos peões, muito raramente escravos; em regra, índios ou mestiços assalariados.
Os serviços regulares são de pequena quantidade: queimada dos pastos anualmente; uma vigilância relativamente fácil. Em suma, a pecuária rio-grandense nada tem de particularmente cuidadosa.
A par do gado bovino, criam-se no Rio Grande cavalos e nuares. Nas capitanias só se empregam os primeiros. O gado lanígero aparece em certa quantidade; mas não para a produção de carne, mas de lã, com que se manufaturavam os conhecidos ponchos de que se vestem os peões e as classes mais baixas da população.
















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