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John Locke, o individualista liberal
















O século XVII, na Inglaterra, foi marcado pelo antagonismo entre Coroa e Parlamento, podendo-se dizer, mais especificamente, entre o absolutismo e o liberalismo. Esse conflito assumiu também conotações religiosas e se mesclou com lutas sectárias entre católicos, anglicanos, presbiterianos e puritanos.
A Revolução Puritana, que culminou com a execução de Carlos I e a implantação da República na Inglaterra, levou ao poder os Cromwell, que se apoiaram no exército e na burguesia puritana, e que transformaram a Inglaterra numa grande potência naval e comercial. Porém, com a morte do Lorde Protetor em 1688, a Inglaterra mergulha novamente num período de crise política. Sua solução foi a restauração da monarquia e a volta dos Stuart ao trono inglês.
Reativa-se o confronto entre Coroa e Parlamento. Este dá origem a dois partidos, os Tories e os Whigs, representantes do conservadorismo e do liberalismo, respectivamente.
A crise da Restauração atinge seu ápice no reinado de Jaime II. Tories e Whigs se aliam a Guilherme de Orange e depõem Jaime II. Imediatamente Guilherme de Orange recebe a coroa do Parlamento.
A Revolução Gloriosa assinalou o triunfo do liberalismo político.
Foi nesse conturbado cenário que John Locke formulou suas idéias.
Refugiado na Holanda, ele retorna à Inglaterra logo após o triunfo da Revolução Gloriosa. É quando publica suas principais obras: Cartas sobre a tolerância, Ensaio sobre o entendimento humano e os Dois tratados sobre o governo civil.
Nascido em Bristol e 1632, Locke se formou em Medicina, em Oxford, tornando-se posteriormente professor desta Universidade. Em 1666 foi requisitado como médico e conselheiro do lorde Shaftesbury, destacado político liberal, líder político dos Whigs e opositor do Rei Carlos II no Parlamento. Shaftesbury foi o mentor político de Locke.
Além de defensor da liberdade e da tolerância religiosa, Locke é considerado o fundador do empirismo, doutrina segundo a qual todo conhecimento deriva da experiência.
Os dois tratados sobre o governo civil
O Primeiro Tratado é uma refutação do Patriarca, obra em que Robert Filmer defende o direito divino dos reis com base no princípio da autoridade paterna que Adão legará à sua descendência.
O Segundo Tratado é um ensaio sobre a origem, extensão e objetivo do governo civil. Neste, Locke sustenta a idéia de que nem a tradição nem a força, mas apenas o consentimento expresso dos governadores é a única fonte de poder político legítimo.
Este último trabalho é considerado como a primeira e mais completa formulação do Estado liberal.
















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