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A sociedade açucareira criou no Brasil uma sociedade de senhores e escravos, cujos valores éticos, étnicos e morais ponteiam a atualidade. Havia doçura nas mesas e sofrimento nos engenhos: riquezas na casa-grande e miséria nas senzalas.
Condicionava-se um tipo patriarcal de vida. Sob relações paternalistas estava mascarada a extrema violência do escravismo.
O escravismo colonial implicou a constituição de personalidade social própria, onde o escravo negro era a medida de todas as coisas; era a moeda para a obtenção de terras e de poder.
A rígida hierarquia da sociedade açucareira não significou acalmia social.
Foi em torno da fazenda e do engenho que os indivíduos do universo do açúcar se reuniram. À sombra da casa-grande, junto à autoridade do senhor, todos buscavam proteção.
O centro desse mundo era o senhor de engenho, o proprietário, que guiava sua vida e a de todos os que o cercavam por padrões aristocráticos. Seu objetivo era a acumulação de escravos e terras, fatores de honraria e poder. Entre eles, mais do que frias relações econômicas, desenvolveu-se intrincada rede de afeto, compadrio e poder.
Modelo dessa sociedade, a família era escola onde se aprendia a subordinação, a passividade, a obediência, o respeito à autoridade suprema do pai.
A família era a formulação exterior de uma sociedade, mas não o domínio do prazer sexual. A possibilidade de se servirem de escravas criou no mundo dos senhores uma divisão racial do sexo.
O escravo não tinha condições de constituir família.
Mundo de senhores e de escravos, a sociedade açucareira vivia em função da casa-grande e da senzala, habitações fundamentais da grande propriedade. A moradia do senhor era ampla, de cal e pedra.
A influência negra na alimentação foi marcante: quiabo, banana, a grande forma de preparo de peixes e aves, o vatapá, o caruru, a feijoada, o acarajé, o sabor forte do dendê e da pimenta, o coco etc.
É impossível pensar o universo açucareiro sem a força do catolicismo. A colonização do Brasil teve na religião ponto de apoio para a dominação e para a repressão e subordinação do negro e do índio. A religiosidade não era profunda.
As festas e cerimônias religiosas uniam o mundo do açúcar. Nos primeiros dias de moagem da cana realizavam-se missas solenes, seguida da bênção das instalações e da introdução simbólica de feixes nas moendas.
O universo religioso dos negros foi dilacerado no convívio colonial. A integração ao cristianismo dava-se praticamente à força. Vítima de um processo constante de despersonalização, o escravo era desafricanizado, obrigado a falar português e a seguir a religião dos brancos.
Media-se a integração do negro aos valores brancos também pela prática do catolicismo.
Submetido a verdadeiro estado de sítio, proibido de expressar qualquer coisa que lembrasse a África, o escravo vivia duas verdades religiosas: o catolicismo do branco; e as religiões africanas.
Embora os canaviais e os engenhos fossem o próprio centro da Colônia, o açúcar gerou cidades. A cidade representava o mundo da dominação metropolitana, da administração e do fisco, do porto e do comércio.
















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