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NICOLAU MAQUIAVEL













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Resumo de Introdução à Política

Resumo produzido por Ana Carolina Gonzalez
















Maquiavel, nasceu em Florença no dia 3 de maio de 1469. Filho de uma família que não era nem aristocrática nem rica, cujo pai era advogado, Maquiavel passou sua infância e adolescência. Aos 12 anos, já era capaz de redigir em latim. Aos 29 anos, Nicolau ingressa na vida pública exercendo um cargo de destaque na Segunda Chancelaria. Porém, com a brusca interrupção do governo italiano com a retomada do poder pelos Médicis - Maquiavel é demitido, torturado, preso e obrigado a pagar uma pesada multa. Maquiavel consegue livrar-se da prisão e impedido de retomar sua profissão passa a morar na propriedade que herdara do pai e avós, onde passa a escrever suas obras como O príncipe; Os discursos sobre a primeira década de Tito Lívio; o livro sobre A arte da guerra e por último sua História de Florença.
Muitos acharam na época que o maquiavelismo personificava a imoralidade, o jogo sujo e sem escrúpulos e ainda o responsabilizavam por massacres e por toda a sorte de sordidez - não há tirano que não tenha sido visto como inspirado por Maquiavel. Já Rosseau em O contrato social afirma: Maquiavel, fingindo dar lições aos Príncipes, deu grandes lições ao povo.
Nicolau fala ainda da virtù e da fortuna. A virtù é algo fundamental para se conseguir a fortuna - que para ele nada mais é que uma Deusa boa e ainda diz que a virtú é necessária para se manter no poder, poder este que se funda na força.
Analisemos agora dois textos de Maquiavel: O príncipe e Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio.

O príncipe


Maquiavel fala que existe dois tipos de Estados: As repúblicas e os principados. Os principados podem ser de dois tipos hereditários, quando a estirpe do seu senhor desde longo tempo os rege ou novos que podem ser totalmente novos ou acrescidos aos Estados Hereditários. Para Maquiavel os Estados Hereditários são mais fáceis de serem mantidos do que os novos, pois aqueles já estão acostumados a ver reinar a família do seu príncipe, ou seja, o vulgo dos Estados Hereditários já está acostumado a servir à uma mesma família. O mesmo já não acontece nos Estados Novos, que podem ser totalmente novos ou mistos.
Mistos são aqueles em que uma província entra em um Estado já existente. Para isso, geralmente, utiliza-se armas e sobretudo o auxílio dos habitantes desta província. Auxílio este que vem da vontade do povo de mudar de senhor, julgando melhorar, e esta crença os induz a pegar em armas contra os governantes, abrindo assim caminho para novos governantes que em geral pioram a situação do vulgo.
Quando adquire-se um principado novo o príncipe deverá ter os seguintes cuidados em três situações diferentes, mas em todas deverá ter o mesmo cuidado, o de extinguir a linhagem do príncipe que os dominava. Analisemos pois os três casos:
· O primeiro é quando a província fala a mesma língua. Neste caso há grande facilidade de mantê-los, sobretudo se não estão acostumados a viver livres. O príncipe deve apenas manter as antigas condições da população desta província.
· O segundo é quando há uma diferença de língua, mas os costumes são semelhantes, neste caso, quem adquire tais territórios não deve alterar as leis nem os seus impostos.
· O terceiro é quando o novo território não fala a mesma língua, tem costumes e instituições diversas. Neste caso existem algumas possibilidades para se manter esse novo território. A primeira seria a do adquirente ir lá residir, assim sendo, o príncipe fica mais perto do vulgo, resolve os problemas da nova província e é amado e respeitado por todos. O segundo meio é o de colonizar algumas regiões que sejam como chaves do novo Estado, substituindo assim o exército, esta é uma forma inteligente do príncipe manter seu novo Estado, pois é uma forma transparente de controlar a economia do novo Estado.
Para Maquiavel os homens tem que ser lisonjeados ou suprimidos, pois se vingam de ofensas leves, mas não podem fazê-lo das graves. Por conseguinte, a ofensa que se faz ao homem deve ser tal, que o impossibilite de tirar desagravo.
Para os principados totalmente novos, o novo príncipe deve confiar mais na sua virtù do que na fortuna. Devemos observar que quem chega à condição de príncipe com o auxílio dos magnatas conserva-a com maiores dificuldades do que quem chega com o auxílio do vulgo, caso isso aconteça, o príncipe deve antes de mais nada, buscar a simpatia e amizade do povo, para isso basta que ele o coloque sob sua proteção. Mas se chegar ao poder com o auxílio do vulgo, basta somente conservá-lo seu amigo.
Um príncipe necessita de um bom exército, pois é ele que garante o cumprimento das boas leis. Como sabemos a base de um Estado são as boas leis e o bom exército que pode ser próprio ou mercenário ou auxiliar ou, ainda misto. As tropas mercenárias ou mistas são perigosas e inúteis, pois só estão atras do dinheiro e são incapazes de lutar em batalhas perigosas, pois não estão a fim de arriscar suas vidas pelo Estado.
Um príncipe deve cultivar a arte da guerra, pois é ela que o mantém no poder.
Segundo Maquiavel para se manter no poder, um príncipe pode e deve tomar atitudes que apressam defeituosas ao invés de outras virtuosas, pois estas o levariam para a ruína, enquanto aquelas a uma situação de segurança e de bem-estar.
Para Nicolau, existia dois modos de combater: um com as leis, outro com a força. O primeiro é próprio do homem, o segundo dos animais.
Tendo, portanto necessidade de proceder como animal, deve um príncipe adotar a índole ao mesmo tempo do leão e da raposa; porque o leão não sabe fugir das armadilhas e a raposa não sabe defender-se dos lobos. Assim, cumpre ser raposa para conhecer as armadilhas e leão para amedrontar os lobos. Quem se contenta em ser leão demonstra não conhecer o assunto. Com isso Maqiavel fala que o príncipe deve usar mais a cabeça do que a força, ou seja tem que usar mais a esperteza da raposa do que a força do leão.
Maquiavel, ainda fala de como um príncipe deve cumprir suas promessas, para isso ele utiliza o exemplo de Alexandre VI que durante a vida só fez enganar os homens, só pensou nos meios de os induzir em erros, e sempre achou oportunidades para isso. Nunca houve quem com maior eficácia e mais solenes juramentos soubesse afirmar uma coisa e que menos a observasse do que ele. Apesar disso, as suas tramóias sempre surtiram efeitos, porque ele conhecia bem aquele aspecto da humanidade. Com isso Nicolau diz que o príncipe não é obrigado a cumprir com suas promessas desde que seja conhecedor dos aspectos da humanidade, ou seja conhecedor das necessidades do povo, assim sendo se ele for bem visto pelo povo - não aumentando impostos, nem tomando medidas arbitrárias um príncipe não é obrigado a cumprir com suas promessas.
Não é necessário a um príncipe ter todas as qualidades, mas é indispensável que pareça tê-las. Com isso ele controla o vulgo e todos que o cercam inclusive seus inimigos. Pois cada qual vê o que parecemos ser; poucos sentem o que realmente somos.
Maquiavel diz também que todos os meios para se defender o Estado são válidos, Mesmo aqueles meios considerados baixos, são meios honrosos quando se trata da defesa do Estado
Para Maquiavel, um príncipe nunca deve usurpar os bens e as mulheres dos súditos, isso o tornaria malquisto ou desprezível para o vulgo. Além disso o príncipe deve fazer com que o vulgo o respeite assim sendo o povo não terá o pensamento de o enganar ou embair. Com isso, o príncipe terá grande autoridade.
Sobre a utilização de armas pelos súditos um príncipe deverá agir da seguinte forma:
· Se for um príncipe novo, deverá armar seus súditos, assim sendo conquistará a fidelidade dos suspeitos e converterá em partidários os que apenas se mostravam submissos. Como é impossível armar todos os cidadãos, o príncipe forma um exército, indispensável na defesa do Estado.
· Caso um príncipe adquira um Estado novo, que se vem agregar ao que já possuía antes, então deve desarmar os novos súditos com exceção dos que o auxiliaram na conquista. Fazendo isso, o príncipe acabe com as chances de reação dos novos súditos. Mas com o passar do tempo, o príncipe deve desarmar também seus aliados, de modo que as armas fiquem exclusivamente para uso do Estado.
Segundo Maquiavel, o príncipe deve recompensar os indivíduos dedicados a negócios lucrativos e os que inventem maneiras de multiplicar os recursos da cidade ou do Estado.
O príncipe também deve garantir a distração do vulgo com festas durante certas épocas do ano, com isso será bem visto pelo vulgo
Nicolau diz ainda no seu livro como é importante que um príncipe saiba escolher seus ministros, pois será julgado conforme sua escolha.
Maquiavel discorda ainda da demasiada importância que os antigos davam para a fortuna. Ele porém da importância a essa Deusa grega, sem esquecer a importância da virtù.

Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio


Para Maquiavel, não se pode, de modo algum, chamar de desordenada uma república onde brilham exemplos de virtude; pois os bons exemplos nascem da boa educação, a boa educação das boas leis e as boas leis das desordens. Com esse pensamento, Maquiavel valoriza a aparente desordem do regime republicano, pois a ordem tem início nas leis elaboradas pela desordem.
Nicolau defende a idéia de que um grande legislador deve utilizar de todos os esforços para possuir a completa autoridade. Sua atitude será justificada por sua virtù.
O príncipe deve também organizar um Estado para depois de sua morte, sendo assim, seu herdeiros poderão continuar seu trabalho sem grandes dificuldades.
















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