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Hobbes













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A chave para entendermos Hobbes, é o que ele diz respeito ao estado de natureza. Como sabemos, Hobbes é um contratualista. Ou seja, antes de firmarem um contrato, os homens, viveriam em um estado de guerra. E só depois desse contrato, o homem, poderia viver em paz.
Para Hobbes, o homem em sua natureza é propício à guerra por causa da sua desconfiança em relação aos outros e também por se achar superior aos outros. Hobbes ainda defende a guerra quando dois homens desejarem a mesma coisa. A guerra para Hobbes á a atitude mais racional que um homem pode adotar. A guerra para Hobbes pode se dar por três motivos. Primeiro, a competição; segundo, a discórdia; e terceiro; a glória.
A competição leva os homens a atacar os outros tendo em vista o lucro; a discórdia, a segurança; e a glória, a reputação. Os primeiros, usam a violência para se tornarem senhores de das pessoas, mulheres, filhos e rebanhos dos outros homens; os segundos, para defendê-los; e os terceiros por ninharias, como uma palavra, um sorriso, uma diferença de opinião, e qualquer outro sinal de desprezo.
Vale lembrar que para Hobbes, todos os homens são praticamente iguais, mesmo com suas diferenças físicas e espirituais, já que essas diferenças são muito pequenas um homem pode matar outro mais forte se usar de maquinação ou de uma união com outros igualmente fracos que nem ele; a igualdade de espírito para Hobbes, resume-se em prudência que para ele nada mais é do que experiência.
Hobbes, acha que a política só será uma ciência, se soubermos como de fato o homem é, como os homens são praticamente iguais, basta sabermos como somos, ou seja, conhece-te a ti mesmo.
Hobbes deduz que no estado de natureza, o homem tem direito a tudo. E isso é também uma das causas da guerra.
Hobbes, diz que o homem vive basicamente da imaginação. O homem imagina que está sendo perseguido, que tem poder, que é superior, que o outro vai fazer, etc. E essa imaginação também é uma das razões da guerra, e só o Estado pode intervir nessa imaginação à medida que dá segurança ao homem.
Devemos observar as leis da natureza. A lei primeira e fundamental da natureza é, procurar a paz, e segui-la. A segunda é: Que um homem concorde, quando outros também o façam, e na medida em que tal considere necessário para a paz e para a defesa de si mesmo, em renunciar a seu direito a todas as coisas, contentando-se, em relação aos outros homens, com a mesma liberdade que aos outros homens permite em relação a si mesmo. Daí a criação do Estado. A lei do Evangelho é: Faz aos outros o que queres que façam a ti.
Observemos também, o direito de natureza, isto é, por todos os meios que pudermos, defendermo-nos a nós mesmos.
Hobbes defende a criação de um Estado ( dotado da espada, armado, para forçar os homens ao respeito ), pois somente ele será capaz de acabar com esse estado de guerra que é natural do ser humano. Nesse Estado ( que deve ser soberano ), cada pessoa, deve atribuir todos os seus direitos de se auto governar para um Príncipe ou uma Assembléia através do voto. Ou seja, o cidadão perde sua total autonomia para o Príncipe ou Assembléia. Daí a formação do contrato que se dá do vulgo para o vulgo. Note que o governante não participa desse contrato, pois é a partir deste que ele assume o poder. Segundo esse contrato, somente o vulgo tem obrigações com o governante, já que este não promete nada ao povo. Nesse contrato, o povo não tem direito de reclamar de nada a não ser quando uma decisão do Governante ou da Assembléia põem em risco sua vida, já que o Governo o representa, ou seja, quando o povo reclama do príncipe, reclama de si próprio.
Hobbes, define assim a essência do Estado: Uma pessoa de cujos atos numa grande multidão, mediante pactos recíprocos uns com os outros, foi instituída por cada um como autora, de modo a ela poder usar a força e os recursos de todos, da maneira que considerar conveniente, para assegurar a paz e defesa comum.
Aquele que é portador dessa pessoa se chama soberano, e dele se diz que possui poder soberano. Todos os restantes são súditos.
Para Hobbes, um homem livre é aquele que, naquelas coisas que graças a sua força e engenho é capaz de fazer, não é impedido de fazer o que tem vontade de fazer.
Hobbes no capítulo XXI de Leviatã reduz a liberdade a uma determinação física, aplicável a qualquer corpo. Com isso, ele praticamente elimina o valor ( a seu ver retórico ) da liberdade como um clamor popular, como um princípio pelo qual homens lutam e morrem.
Segundo Hobbes, a verdadeira liberdade dos súditos é a de proteger sua vida mesmo contra a vontade do soberano, pois este é um direito natural do cidadão. Este não pode ordenar que um súdito se mate ou mutile como pena ou castigo.
Hobbes defende que por natureza, todos os homens são igualmente livres.
Um indivíduo pode deixar de obedecer ao governante quando este não mais o proteger, mas isso não o permite que os outros súditos que ainda contam com a proteção do governante também se rebele.
O governante pode punir seus súditos da maneira que lhe convier, pois está acima das leis. Ao castigado resta a sua liberdade natural.
Hobbes diz que o soberano governa pelo temor que inflige a seus súditos. Porque sem medo, ninguém abriria mão de toda a liberdade que tem naturalmente; se não temesse a morte violente, que homem renunciaria ao direito que possui, por natureza, a todos os bens e corpos?
Devemos lembrar que o verdadeiro temor está no estado de natureza, não no soberano. Pois no estado de natureza até seu melhor amigo pode o trair, enquanto que no estado soberano, basta seguir as regras para não ser punido.
Para Hobbes a propriedade é competência do poder soberano e é garantida pelas leis civis. Cabe ao soberano dividir a propriedade entre seus súditos ao seu bel-prazer .
O súdito tem todo direito de expulsar outros súditos de sua propriedade, não excluindo o soberano.
Compete também ao soberano a decisão de onde e com quem haverá trocas de mercadorias com outros países. Assim como as mercadorias que devem ser trocadas
Hobbes subordina a religião ao poder político.